Núcleo Sindical e Popular

Niterói - RJ

ATA DE REUNIÃO ORDINÁRIA


Aos dezesseis dias do mês de fevereiro de 2008, às 15h, na Sede do Partido Socialismo e Liberdade em Niterói, foi realizada a reunião ordinária do Núcleo Sindical e Popular de Niterói. Estavam presentes André Lee Alves de Brito, Carlos A. L. Bittencourt Filho, Carlos Guevara, José Lessa, Márcia Pacheco, Mariana Resende, Renatinho e Roberto Morales. Justificaram a ausência Genilce Lótfi e Vinícius Codeço. Compôs a mesa Mariana Resende. Pauta: 1. Informes; 2. Conjuntura Municipal; 3. Atividades; 4. Finanças. Informes: (I) Seminário dos Movimentos Sociais do Estado do Rio de Janeiro dias 1 e 2 de março de 2008, no campus da Praia Vermelha da UFRJ. Inscrições até dia 22/02. (II) Conferência Eleitoral Nacional dias 29 e 30 de março de 2008. (III) Reunião do Conselho Municipal de Saúde, 19 de fevereiro de 2008, às 15h, Policlínica Sílvia Picanço, 6º andar. (IV) Audiência Pública sobre o SUS em Niterói, 22 de fevereiro de 2008, às 16h, Câmara Municipal de Niterói. (V) 19 de fevereiro de 2008, Reunião do Setorial de Mulheres do Partido no Rio de Janeiro, às 18h, sede do partido (Lapa). (VI) 22 de fevereiro de 2008, Cineclube do núcleo de Comunicação do RJ, às 18h na sede do partido (Lapa) com filme de tema sobre o aborto, seguido de debate. (VII) 5 de abril de 2008, Plenária Estadual de Mulheres do PSoL, das 10h às 17h (local a confirmar). (VIII) Peça sobre a trajetória do vereador Renatinho a ser apresentada às 10h, com atividades até 17h, no Morro Boa Vista, Niterói, dia 17 de fevereiro de 2008. (IX) Posse na Associação dos Moradores do Morro do Estado, dia 17 de fevereiro de 2008, às 10h, na sede da associação, Morro do Estado, Niterói. Conjuntura Municipal: Carlos – o partido precisa ter a capacidade de construir a crítica na prática, em Niterói. A executiva precisa atuar como o espaço da execução das deliberações do diretório. É necessário envolver mais militantes nas atividades do partido. A possível apresentação de um projeto conjunto entre PT e PDT pode facilitar a construção de uma oposição mais forte e efetiva no município. É preciso uma campanha de aglutinação de massas, que avance nas demandas da população mais necessitada de Niterói, estando o partido e seus militantes mais conectados às lutas do povo. Renatinho – o próprio Lula afirmou que só virá a Niterói se o PT e o PDT se unirem numa só campanha, o que deixaria melhor o quadro para a oposição representada por Paulo Eduardo – o candidato que fará a diferença. O mandato do Renatinho fez uma pesquisa sobre presenças de vereadores às plenárias da Câmara e constatou que o vereador Renatinho aparece com um considerável número de faltas, segundo o sistema. Mas, segundo uma das funcionárias do Plenário da Câmara, as constantes presenças do vereador estão devidamente registradas nos livros da Casa. Lessa – há um desânimo notável nos correligionários. Não se pode, no entanto, entrar na luta sentindo-se derrotado. Com muito esforço, a militância do partido tem a possibilidade de construir um segundo turno na eleição para a prefeitura de Niterói. É preciso pensar e agir positivamente nesse sentido. Morales – estamos num quadro de dificuldade sim, mas não se pode desanimar, cruzar os braços e desistir de fazer alguma coisa. É necessário que se aproveite a onda de desentendimentos internos do PT, de Rodrigo Neves. Na reunião da Executiva Municipal, é preciso marcar para o mais breve um a reunião do diretório (para quinta-feira, 21/02, se possível), além de uma Plenária com os possíveis candidatos pelo partido. O companheiro Marcelo Freixo, que está deputado estadual, participará das discussões eleitorais, que, espera-se, sejam o mais politizadas possível, com existência de seminários e programas sobre direitos humanos, saúde pública, educação pública, etc. Carlos Guevara – encontramo-nos num período desfavorável para os movimentos sociais. Há uma tendência bastante forte à desmobilização geral da população e a uma apatia e um eleitoralismo por parte dos movimentos de esquerda. Atualmente, o partido está numa fase de “oba-oba”, faltando discussões mais amplas e definições de políticas. Está muito fácil entrar no partido, que abre as portas inclusive para pessoas mau-caráter. O partido precisa definir uma linha de critérios para os militantes que desejam participar, com ele, das lutas. Márcia – é preciso reconhecer que somos poucos e que temos pouco espaço na mídia. Reconhecer essas limitações é reconhecer também que, por conta disso, a linha de ação deve ser mais direta, mais “curta-e-grossa”, a ponto de causar um impacto midiático. Precisamos olhar para frente, alcançar com qualidade e força popular as novas lutas que surgem a cada momento. Morales – o partido tem suas debilidades e é preciso reconhecê-las. A Executiva Nacional lançou uma nota que, no papel, é muito boa. Precisamos entender que em Niterói a situação do partido é muito boa, com dois vereadores, inserção nos movimentos sociais (DCE/UFF, SINTUFF, Sind. dos Eletricitários, Conselho Municipal de Saúde, etc.). Com essa maior penetração em Niterói, a candidatura de Paulo Eduardo está melhor alicerçada do que a de Chico Alencar no Rio de Janeiro. André – Concorda que estamos numa situação não muito ruim com relação à institucionalidade. Mas, no caso dos vereadores, é importante lembrar que eles são vindouros de um antigo projeto petista, tendo sido eleitos com base nesse projeto. De qualquer forma, Renatinho e seu trabalho são reconhecidos nacionalmente dentro do partido. Para uma melhor inserção de trabalhos com as comunidades, precisamos encaminhar nossos projetos. Precisamos estar dentro das lutas com os trabalhadores, montando as banquinhas, etc. Lessa – Filiação: o partido precisa caçar qualidade, não quantidade. Interessa ao partido a entrada de socialistas. É preciso filiar pela confiança, não pela quantidade. É preciso que se impeça a filiação daquele(a) que não se identifica com o partido. Carlos Guevara – O partido tem uma proposta e tem deliberações. Estamos num rumo viciado: o da transformação pelos votos. É necessária uma proposta de intervenção social concreta. Aprofundar as discussões nos núcleos, tirar deliberações e partir para a prática. As práticas estão aleatórias e dispersas. A prática socialista é uma prática cotidiana. Carlos – existe uma visão distorcida. Não é responsabilidade do P-SoL não haver mobilização social no Brasil. Também não é que o P-SoL não esteja com distorções. Voltamos, então, a uma velha discussão: economicismo X voluntarismo. Penso que é um pouco dos dois, à medida que se desenvolve a luta de classes. O processo político depende da classe trabalhadora. É preciso que se respeite aqueles(as) que conduzem os movimentos de massa. André – a luta de classes nunca foi favorável à classe trabalhadora. Para que dirigir as lutas sindicais, se não as direcioná-las para a transformação? Para que estar à frente da condução do processo, se não o levarmos para o objetivo maior do partido que é transformar as relações e a sociedade? Para dar um exemplo, nós, em Niterói, perdemos uma importante lutadora, que poderia estar conduzindo, com responsabilidade, um processo de qualidade na comunidade onde mora, ao invés de dedicar seu tempo ao protestantismo religioso. Partindo para o lado prático, precisamos montar mesmo a banquinha, para que se estabeleça mais um meio de comunicação entre sociedade-partido. É melhor modificar para melhor as práticas agora, para não piorar, ainda mais, num curto espaço de tempo. Atividades: Morales – é possível indicar a manutenção da banquinha para a executiva, para ser uma atividade comum do partido. Falta uma conversa mais específica para entender por que os companheiros estão faltando. Proponho que cada um discuta por afinidade. André – para algumas dessas pessoas que faltam, o processo ainda não está completo; elas ainda não estão convencidas da importância da participação. A banquinha seria inicialmente construída pelo núcleo, como numa atividade quinzenal e, depois, se o partido decidir investir no processo, tudo bem, mas de qualquer forma o núcleo terá essa via de contato mais direta com a população. Próxima reunião: 15/03/2008, às 15h, sede do partido. Nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada a plenária, cuja ata vem redigida e assinada por mim, Mariana Resende e por José Carlos Costa (coordenadores).



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Mariana Resende José Carlos Costa

(coordenadora do Núcleo Sind. e Pop. Niterói) (coordenador do Núcleo Sind. e Pop. Niterói)